quarta-feira, 25 de abril de 2012

Depoimento do meu irmão Eduardo para campanha de doação de sangue e medula feita pela PWC

A PriceWaterhouseCoopers (PWC), empresa que meu irmão Eduardo (Dudu) trabalha, está fazendo uma campanha de doação de sangue e medula. Para essa campanha pediram ao Dudu que escreve algumas linhas sobre sua experiência, como meu doador, ele não conseguindo escrever apenas algumas linhas, deixou que as palavras fluíssem e escreveu um "texto", que colocarei logo abaixo.

Me emocionei muito com o que li, como sempre me emociono ao lembrar do seu gesto, um simples gesto, mas que faz todo a diferença, minhas chances de 0% foram pra 50%, como poderão ver no texto escrito por ele.

Esse gesto que pode mudar a vida de uma pessoa. Espero que cada dia mais pessoas tenham esse gesto, doem medula, ou sangue.

Aproveito para falar da emoção que tive ontem ao ver o programa "Profissão Repórter" que falava sobre a doação de órgãos, mesmo depois da morte do corpo físico uma forma de poder ajudar a salvar alguma ou várias pessoas.

Peço que reflitam e se cadastrem no banco do REDOME (cadastro nacional de doadores de medula), que de vez em quando doem sangue e que deixem seus familiares avisados da vontade de doar seus órgãos após a morte, não somente quando quem precisa é alguém próximo.

Alguns sites sobre doação de sangue e medula:
http://www.hcpa.ufrgs.br/content/view/601/800/
http://www.linkatual.com/como-doacao-medula-ossea.html
http://www.abrale.org.br
http://www.abrale.org.br/como_ajudar/doacao_medula/index.php


Lembre-se um simples gesto pode salvar muitas VIDAS!

Beijos

Agora, o depoimento do meu irmão:

"Geovani, aí está... Impossível escrever algumas linhas somente... o texto fluiu e aí está... Espero que tenha algo que possam aproveitar...
No blog da Camila tem mais... O blog se chama Celebrando a vida e o endereço é http://camilatps.blogspot.com

Grande abraço,

Pacheco



Em fevereiro deste ano tive o prazer de doar medula a minha irmã, Camila.

Como bom contador gosto de números e em uma das primeiras consultas que antecederam a doação, lá no início do processo, foi inevitável perguntar ao médico:

“Doutor, quais são as chances de cura dela?”.

O médico foi direto: “

50%”.

Não pude esconder meu semblante de decepção, que imediatamente foi notado pelo médico. Porém, antes que eu falasse qualquer coisa ele completou:

“Não sei o que significa 50% em finanças, mas em medicina isto é excelente. As chances de cura dela sem o transplante são de 0%.”

Nesse momento pude ver a metade cheia do copo e o quanto este gesto era importante para ela... No fundo perguntei por ela, pois mesmo que as chances fossem de 0,0000000000000001% eu faria a doação.

A doação foi e continua sendo super gratificante. É uma experiência que não termina na doação e que se vive a cada dia. Cada notícia nova, boa ou ruim, cada conquista da Camila, cada desafio que ela tem que enfrentar ou suplanta, me afetam... é como se fosse parte de mim agora. Vibrei muito e ainda vidro com os resultados... Lembro do olhar do médico me parabenizando pela qualidade da doação, ou seja, pela quantidade de células que coletaram... Emocionei-me muito quando ela me escreveu para comentar que a doença já não era detectada nos exames e que ela estava 99,99% curada... Sei que vou me emocionar outra vez, daqui há 5 anos, com a declaração definitiva de cura. Mesmo vivendo no Equador, a alguns milhares de quilômetros de Gravataí-RS, hoje estou mais próximo da Camila e da minha família do que eu estava quando dividíamos o mesmo teto.

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa reservada, mas não fui reservado em relação a esta doação. Sempre fiz questão de divulgar e compartir esse gesto e o fiz por todos os meios atuais, por mail, facebook, twitter, telefone tudo... Com isto recebi um apoio muito maior do que eu esperava, o que me estimulou muito e tenho certeza estimulou minha medula a produzir a quantidade de células que minha irmã necessitava. No início fiz a divulgação para criar uma corrente de pensamento positivo e de fé em torno da cura da Camila... hoje o faço para estimular outros doadores.

Às vezes me pergunto se faria este mesmo gesto a outra pessoa, que não da minha família, e minha resposta hoje é SIM... e faria tudo outra vez se necessário. A doação de células tronco, ou como se diz em espanhol, células “madre”, é uma doação de vida.




Eduardo Pacheco "

2 comentários:

  1. Camila....foi um prazer muito grande te conhecer quero lhe dizer que vc ,e uma guerreira e que tudo vai dar certo alias ja deu... aproveito para agradecer pela visita e troca de experiencia foi muito bom bjus em seu coracao que Deus te abencoe

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    1. Obrigada!
      Pra mim também foi um prazer, adorei conhecer vocês.
      Posso dizer o mesmo do Alexandre, ele é um guerreiro. Parabéns pelo filho que tens. Muita força e que tudo continue sempre dando certo.
      Fica com Deus.
      Bjs

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