sábado, 16 de junho de 2012

Día del Padre

"Día del Padre" !?!?!?

Vocês devem estar pensando: Que día del padre? Dia dos pais???? Ela só pode estar doida!

Não, não estou doida. Amanhã, 3º domingo de junho, é o dia dos pais em alguns países (quem quiser saber mais entra nesse link: http://es.wikipedia.org/wiki/D%C3%ADa_del_Padre ), incluindo Equador, país onde mora meu irmão Eduardo, meu doador das "celulas madres"

Aproveito para homenagear meu irmão, pai de dois lindos meninos: Bruno (14) e Lucas(3), meus sobrinhos que tanto amo.

Como já disse outras vezes nunca terei palavras suficientes para agradecer, ou descrever a felicidade que tive ao saber que ele é 100% compatível comigo. Ele sempre diz que não tenho o que agradecer, mas sim tenho uma muita GRATIDÃO e tenho uma grande ADMIRAÇÃO por meu irmão, e essa admiração não veio depois da descoberta que ele seria meu doador, essa admiração vem desde criança.

Sabe aquela coisa de "Meu pai Herói", pois é, eu tinha um sentimento muito parecido "MEU IRMÃO HERÓI", aos poucos fui desmistificando essa coisa de herói ligado a perfeição, percebi que meu Herói tinha alguns defeitos, falhava algumas vezes, afinal ele é HUMANO, mas ele continuou e continua sendo MEU HERÓI.  

Mas vamos lá, a alguns motivos de minha admiração.

Desde pequena meu irmão ajudando em casa, aos 14 anos começou a trabalhar, quando precisou ajudou nos nossos estudos, entre outras coisas; até hoje, sempre que precisamos está pronto a ajudar, e não me refiro só a ajuda financeira, mas principalmente em ajuda afetiva, dando apoio, conversando, escutando,  dando uns puxões de orelha algumas vezes.

Sempre foi muito inteligente, lembro dele desmontando os brinquedos e criando coisas novas, lembro dos "barquinhos" que fazia com uns motorzinhos, dos carrinhos de lomba...

Dos meus irmãos era o que eu menos brigava, talvez até mesmo pela diferença de idade. Uma vez quando eu era pré-adolescente estava incomodando minha mãe na cozinha, ele se irritou e me deu um tapa (bem de leve) na cabeça, fiz um fiasco, fiquei sentida por ele ter me batido, afinal isso não era comum, ele veio me pedir desculpa, fiz um fiasquinho básico, de que não adiantava, que já tinha batido e lembro que ele começou a chorar, dizendo que não queria ter feito aquilo, mas que estava cansado a mãe também e eu ali incomodando ela, acabou agindo no impulso, lembro que nos abraçamos e passou, mas esse dia ficou marcado. Nunca esquecerei do apoio que ele me deu quando a mãe morreu, sendo que ele também havia perdido a mãe, mas estava ali pronto para um abraço, um carinho, para consolar,  pronto para cumprir seu papel de irmão mais velho. Lembro que muitas vezes liguei pra ele para conversar quando já não morava mais aqui em casa,

Em seu trabalho, sempre vi a sua dedicação, a sua entrega, o seu empenho, a sua responsabilidade. Por causa de seu trabalho teve que morar longe, mas nunca deixou de estar presente em minha, em nossas vidas.

Quando acontece alguma coisa importante, sinto a necessidade de dividir com ele. Por exemplo: há 4 anos atrás quando surgiu a desconfiança de eu estar com Linfoma, pensei não devo preocupá-lo, afinal ele está em outro estado, o que poderá fazer, mas não sei o que é, não consigo não contar, não dividir com ele, no mesmo dia liguei para contar para ele, e assim faço até hoje, e não só quando é algo sério, não tão bom, mas também quando faço algo novo, ou quando algo bom acontece, fico louca pra dividir com ele.

Adorava quando morávamos juntos e eu ia pro quarto dele escutar seus cds, fazia isso quando ele não estava em casa também, mas o que eu mais gostava era quando escutávamos as músicas juntos, quando ele me mostrava algo dizendo que achava que eu ia gostar, sempre gostava, e adorava ficar ali na companhia dele, conversando, até hoje ele aparece com algum cd que gravou pra mim porque acha que eu vou gostar.

Adorava "roubar" as camisetas dele e sair por ai com elas. rsrsrsrs

Adorava passear com ele pela rua, coisa que ainda adoro, a primeira vez que fui no cinema, foi o Dudu quem me levou, fomos (ele, o Leo e eu) assistir "Esqueceram de Mim", lembro de quando ele comprou um computador e me ensinou a jogar paciência.

Lembro que algumas vezes ele estourava, ficava irritado, xingava, mas logo aquilo passava e estávamos de bem, ele era atencioso e carinhoso, como que arrependido que ter estourado.

A lembrança que mais tenho dele, do que foi e continua sendo, é a de um irmão carinhoso, atencioso e preocupado com meu futuro e de todos nós aqui de casa, querendo sempre o melhor para nós.

Admiro o AMOR que ele tem pela família, e agora me refiro a sua esposa Mari, e aos seus filhos, Bruno e Lucas. Sei que o que ele faz, faz pensando neles. 

Meu irmão é uma pessoa que se preocupa, que se importa com os outros, e o que tiver ao seu alcance para ajudar ele fará.

Descrevi apenas alguns dos tantos motivos de minha admiração por esse irmão, que pra mim tem algo de Pai também, não diminuindo o papel do meu pai Hélio, que tanto amo.

Talvez tenha ficado um pouco confuso o texto, parecendo que algumas coisas estão sem ligação, mas fui escrevendo o que sentia e sinto...

Bruno e Lucas: aproveitem o pai que vocês possuem, uma pessoa admirável, e nunca tenham dúvida do grande Amor que ele tem por vocês; existirão dias ou até mesmo fases que talvez não o entendam, que não gostem do que ele fale, que talvez ele esteja até errado, que pode ser rude, mas nunca esquecem que tudo o que faz é pensando no bem, no melhor pra vocês. O Lucas hoje ainda não entende o que escrevo, mas quem sabe um dia leia esta postagem... rsrsrrs

iFeliz Día del Padre!

Beijos






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